Tracking Educacional: EaD encolheu e grandes grupos fecharam 836 polos em doze meses
- Crátilo

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Atualizado: há 3 dias
O Instituto de Pesquisas do Grupo Crátilo publica hoje a 12ª edição do Tracking Educacional Crátilo, a análise trimestral pioneira sobre os grupos de educação superior listados em bolsa — agora com sete companhias na cobertura, e não mais seis.
A edição anterior registrou o ensino semipresencial crescendo, sem exceção, nos seis grupos da B3. Chamamos aquilo de ano-zero da modalidade. Esta edição mostra a outra metade dessa conta: o ensino a distância encolheu por regulação e, ao encolher, ficou mais caro de captar. O que era o modelo mais barato de montar uma operação de educação superior deixou de ser o mais barato de manter.
Os achados-chave do 2T2026
836 polos fechados em doze meses. Só entre as quatro companhias da B3 que publicam contagem comparável — as outras duas não divulgam o dado, então o número real é maior, não menor.
Marketing mais caro quanto maior a dependência do ensino a distância. O investimento em captação varia de 5,8% a 15,8% da receita entre o grupo menos e o mais exposto à modalidade.
O presencial ficou mais caro para o aluno. O ticket subiu em cinco dos seis grupos da B3, com variações de +3,8% a +9,4%.
A Cruzeiro do Sul elevou o investimento em marketing em 43,7% no trimestre, atribuindo o movimento a um "ambiente de captação mais competitivo" — a própria companhia nomeando a pressão que o setor inteiro sente.
A Afya entra na cobertura
Pela primeira vez, o Tracking Educacional Crátilo passa a acompanhar a Afya, listada na Nasdaq e avaliada em 55% a mais do que a holding inteira da Cogna. A companhia não entra na matriz comparativa de treze indicadores construída para as seis empresas da B3 — ela mede EBITDA, fluxo de caixa e alavancagem por critérios que não são diretamente comparáveis aos das demais. Por isso, esta edição declara essas diferenças metodológicas antes de qualquer comparação, e não depois.
Por que isso importa para instituições regionais
Se a sua instituição opera com campus ocioso e um polo já estruturado, este trimestre te coloca, sem que você tenha feito nada, no lugar mais barato do tabuleiro competitivo. A pergunta deixou de ser se oferecer ensino a distância. Ela virou: quanto de cada real, em cada modalidade, volta para a campanha de captação — e se essa conta ainda fecha para o seu porte de operação.
É esse o ângulo que fecha a 12ª edição: um bloco final dedicado a instituições regionais, interpretando o que os movimentos das sete companhias listadas significam para quem não está na bolsa, mas compete pelo mesmo aluno.
O que tem no relatório
A 12ª edição tem 56 páginas, divididas em quatro partes:
A leitura do trimestre;
O desempenho comparado das sete companhias;
Uma página dedicada a cada grupo;
Um bloco final sobre o que esses movimentos significam para a instituição regional — com posfácio de Marina Lima, da isaac.
O Tracking Educacional Crátilo é uma publicação trimestral do Instituto de Pesquisas do Grupo Crátilo, com dados consolidados dos grupos de educação superior listados na B3 e na Nasdaq. Assine a newsletter do Grupo Crátilo para receber a próxima edição antes do lançamento público.



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