• Bruno Baccan

A otimização dos recursos financeiros da IES e o Ensino Híbrido

Atualizado: Jun 24

Anteriormente, falamos um pouco a respeito do Ensino Híbrido, uma realidade que veio para ficar no mundo da Educação, bem como as questões envolvendo a sua regulação e o Design Educacional. Porém, como fica a questão da otimização dos recursos financeiros referente a esse novo modelo de formação acadêmica?


Antes de falarmos sobre o modelo do Ensino Híbrido com relação à redução de custos da IES, precisamos esboçar um panorama geral sobre o assunto dos custos da Instituição com relação à sua receita líquida.


A folha de pagamento é uma das questões que representam o maior custo dentro de qualquer empresa. No caso do Ensino Superior, a folha consome em média 50% da receita líquida, sendo que a maior parte está destinada ao corpo docente. Em gestões acadêmicas que seriam um modelo ideal para um ambiente sinérgico seriam aquelas que adotariam não comprometer mais do que 30% da receita líquida de uma folha de pagamento ao corpo docente.


Embora as preocupações de uma Instituição de Ensino Superior estejam baseadas em resultados direcionados aos índices de qualidade acadêmica com relação aos exames da OAB, ENADE, IGC e CPC, bem como também na capacidade de promover um quadro de empregabilidade dos estudantes bem como a satisfação do corpo docente, não é o bastante para um ambiente eficaz.


Por que tais questões não são eficazes?


Pois um modelo acadêmico que de fato se mostre eficaz é aquele que consegue alocar melhor os seus recursos para a sustentabilidade de uma instituição. Sabemos que cada IES possui a sua estratégia na definição dos indicadores de performance dos acadêmicos e do setor financeiro, porém, um dos indicadores fundamentais diante da própria sustentação institucional está baseada no comprometimento da receita líquida e a sua relação do pagamento do corpo docente.


Por isso, uma gestão sinérgica é aquela que entrega, financeiramente, resultados sustentáveis. Mas, como pensar isso de maneira mais concreta?


Separamos então duas formas de analisar essa gestão: 1) priorizar a receita líquida, o ticket médio de investimento e o número de matriculados da Instituição; 2) a folha de pagamento do corpo docente com relação ao número médio de alunos por turma e da carga horária semanal dentro do que é estabelecido pelo sindicato dos professores.


Um exemplo prático da união dessas duas formas de analisar essa gestão está atrelada ao impacto da captação e evasão de alunos. Isso porque, a título de exemplo, uma Instituição de Ensino que possui 30 alunos por turma tem um gasto superior a uma outra que tivesse 50 por turma. Levando isso em conta, é imprescindível adotar mecanismos de matrizes sinérgicas que possam utilizar da modularização de entradas de estudantes bem como na distribuição das salas de aula e o número de alunos.


Um outro ponto necessário para observação é a redução da receita líquida da folha de pagamento do docente pela carga horária semanal das atividades dos cursos. A sinergia que abordamos aqui é propriamente unir as matrizes curriculares e a não limitação da quantidade de alunos por turma. Ou seja:


Maior número de alunos = Menor custo da folha de pagamento do corpo docente


Por isso, falarmos de sinergia integra pensar em estratégias para evitar o aumento da evasão e a modularização da entrada de alunos, fazendo com que os calouros ingressem nas turmas em andamento, o que aumenta o número de alunos por turma e reduz os custos da folha de pagamento do corpo docente.



Ensino Híbrido: o cenário ideal para a redução de custos da receita líquida da folha de pagamento institucional


Chegamos então na questão do Ensino Híbrido após elencar alguns problemas que as IES que não adotam modelos sinérgicos podem enfrentar, ou enfrentam, ao longo do tempo. Com esse modelo de ensino, a estratégia de conteúdo e a dinâmica de ensino acontece de maneira on-line. Trazendo à luz novamente as Metodologias Ativas de Ensino e Aprendizado no modelo híbrido, compreende-se que o aluno terá um ritmo de aprendizagem fluida, dentro do seu próprio ritmo, e a presencialidade torna-se uma aliada, e não um fim, ao processo de formação acadêmica.


Isso porque a Metodologia Ativa do Ensino Híbrido permite que as aulas aconteçam no ambiente AVA e a utilização do presencial como a troca de experiências e resolução de problemas apresentados nos materiais que o aluno já experienciou no ambiente on-line.


Em resumo: o aluno estuda em casa e resolve os desafios e aprimoramentos de maneira presencial. Com isso, chegamos na questão sinérgica integral entre a redução do custo líquido da folha docente com a utilização do modelo da Sala de Aula Invertida possibilitada pelo modelo híbrido. Assim, além de reduzir as questões do custo da IES, possibilita a menor evasão e permite que o próprio aluno tenha o seu protagonismo no ensino.


Uma gestão em conjunta com visa estabelecer métricas e valores médios de investimento a fim de nortear na adaptação ao modelo híbrido de forma coerente e dentro da análise de mercado regional, desde as melhores práticas de ensino até a compra de plataformas que viabilize a Instituição de forma prática, ágil e interessante aos estudantes.


Elementos que compõem a sustentabilidade da IES baseada em uma gestão sinérgica:


  • Redução dos custos da folha de pagamento docente

  • Ensino Híbrido (40% de oferta no ambiente digital)

  • Ensalamento e adequação do tamanho das salas

  • Modularização das entradas de alunos


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